Devo pedir crédito?

Devo ou não pedir um crédito?

Nos dias de hoje recorrer ao financiamento bancário é bastante comum, seja para comprar um carro, uma casa ou até mesmo para remodelar a casa ou substituir os electrodomésticos.

Mas será que nos dias de hoje pedir crédito é o mesmo que há dez anos? Não, não é…

O sistema financeiro pelos problemas de crédito malparado que todos conhecemos tem vindo a dificultar o acesso ao crédito para a maioria das famílias Portuguesas, isto porque , nos dias de hoje para ter um crédito aprovado, tem que ter bons rendimentos, ou seja, uma taxa de esforço dentro da média para que possa suportar todas as suas despesas mensais e a prestação do crédito que está a pedir e claro, não ter histórico de problemas bancários.

Problemas bancários

Problemas bancários, como ver se tem o nome sujo no Banco de Portugal

Se não tem a certeza se existem registos de informações negativas relativamente a algum crédito que teve ou tem, pode consultar o site do Banco de Portugal e na secção obter mapa de responsabilidades de crédito, pode consultar toda a sua informação bancária [ Clique aqui para aceder a esta secção no Banco de Portugal ]

Os problemas bancários surgem quando deixa de pagar alguma prestação ao banco ou financeira, atrasou-se no pagamento da sua prestação ou teve/tem problemas com cheques passados.

Sim, caso tenha passado um cheque que foi devolvido ao banco por falta de fundos, o mais certo é que tenha sido comunicado ao Banco de Portugal, logo você já tem o “seu nome sujo no Bdp”.

 taxa de esforço bancária

Taxa de esforço ao pedir crédito

A taxa de esforço é o resultado dos rendimentos do agregado familiar versus as despesas.

A taxa de esforço ideal para quem vai pedir crédito é entre os 30% a 35%, e o que deve fazer é calcular todos os rendimentos [ ordenados,subsídios etc.. ] e calcular todas as suas despesas [ casa,seguros,prestações etc.. ] e calcular a sua taxa de esforço.

Caso tenha uma componente mensal não declarada, como por exemplo acontece muitos em empregos que se recebe gorjetas, inclua esse mesmo rendimento, porque caso o consiga comprovar [ extrato bancário + declaração da entidade patronal, é o ideal ] o banco ou financeira terá em conta.

A taxa de esforço entre os 30% a 35% é a ideal, o que não significa que caso tenha 38% ou 40% não lhe seja aprovado um crédito.

Tudo dependerá de vários fatores como por exemplo:

  • Tipo de crédito
  • Outros créditos que tenha
  • Taxa de esforço
  • Bens como garantia ou não
  • Score financeiro [ Pontuação de cliente ]
  • Rendimentos
  • Etc…

Em que situações deve pedir crédito!

Pode recorrer ao crédito, sempre que seja estritamente necessário, pois lembre-se sempre que é um compromisso para vários meses, e numa época em que ouvimos todos os dias em crédito responsável, é de salientar que essa responsabilidade tem que partir primeiro do consumidor a fazer uma auto analise.

Se for um crédito habitação e se tiver condições para tal, aqui naturalmente que o crédito é necessário, pois são poucas as famílias que têm recursos financeiros próprios para comprar uma casa a pronto.

Tenha sempre em atenção que no crédito habitação não é só o spread que interessa analisar, iremos falar nisso mais à frente noutro artigo.

Caso seja um crédito automóvel, aqui a sua auto analise é muito importante. Deverá fazer a si próprio as seguintes perguntas:

  • Preciso mesmo de um carro novo?
  • Será que o meu carro não aguento mais uns tempos até eu juntar dinheiro para outro?
  • Será que uma prestação de crédito automóvel vai implicar com os meus planos a médio prazo?

Caso seja um crédito consolidado, e tenha condições para consolidar os seus créditos [ nomeadamente não ter problemas bancários ] deve recorrer a este tipo de crédito pois todos os seus créditos vão se tornar num só, o que significa uma taxa de esforço muito menos para si, o que implica muitas vezes uma maior liberdade financeira para as famílias e uma solução antes que se entre em incumprimento bancário.

O crédito consolidado é para famílias que têm vários créditos e querem juntar todos num só, usufruindo com essa junção de uma mensalidade inferior ao total de todas que está a pagar atualmente, logo como já referimos, permite à família ter mais dinheiro no final de mês e uma taxa de esforço menor.

Já o “crédito ao consumo” da qual é pedido para situações mais banais com compra de roupa ou um presente mais caro, na nossa opinião é do tipo de créditos em que nunca deve pedir, pois é uma prestação que fica a pagar todos os meses, da qual foi para algo não muito importante, mas claro que existem situações em que este as pessoas recorrem a este tipo de créditos para situações inesperadas e importantes de resolver como por exemplo um arranjo no carro que é bastante caro, época de inicio escolar em que a despesa com as crianças é bastante alta, desde livros, material etc, e em outras muitas situações.

Aqui neste caso, também terá que ser você a fazer uma auto analise e verificar dois aspetos fundamentais:

  • É realmente importante o que quero fazer/comprar para que tenha de pedir um crédito?
  • Esta prestação não me irá prejudicar a médio prazo?
  • Será que não compensa esperar e poupar algum dinheiro e depois comprar?

Resumo

Pedir um crédito não é uma decisão que se tenha de animo leve, contudo em muitas situações é mesmo necessário.

A aprovação de um crédito, tal como explicámos depende de vários fatores e mediante o banco ou financeira, uns podem ser mais flexíveis ou não, simule vários créditos online e verifique a melhor opção para o seu caso.

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